segunda-feira, 6 de abril de 2009

Manifesto 2: Prelúdio

Estou estafada. Passei por uma profusão desgastante de olhares e juízos... Ah! Como vocês são lascinantes! Essa sequência corrosiva de pesares só aumenta o meu júbilo. Meu clímax é explosivo. Eu jorro vísceras na calçada, a procura de auto-conhecimento interior... Como é mesmo o termo? Self... inner... whatever.
Recorri os mesmos lugares para encontrar aquelas expressões vazias tão-cheias-de-significância, e me deparei com prateleiras e prateleiras de bonecos de voodoo separados por cor. Me preocupei: algo deve estar completamente fora do controle em algum lugar! E dessa vez o sujeito não era eu. Eu estava explodindo. Meu coração jocoso-gozoso urrava em festa - era minha introdução ritualística ao mundo antropofágico. Me torneei. Continuo priorizando as minhas boas formas, mas infelizmente as vanguardas não podem me ajudar.
Eu deito a cabeça em meu travesseiro e me deleito. A que tudo indica, o trabalho foi feito, e eu me recompus. Hoje sou novamente reestruturada, restaurada e intacta. Porque assim fui construída: para transgredir.

Hildegard.

2 comentários:

Juão disse...

constatação de revolução interna!

Mister Wild disse...

LEVANTE INTER FALICO UTERINO!